Na manhã desta segunda-feira (15), a Conttmaf participou na abertura da Maritime Round Table, um fórum de debates realizado pela Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) no Chipre, com o objetivo de promover o diálogo entre sindicatos marítimos para a troca de experiências relacionadas à luta contra baixas condições laborais.
Os sindicatos marítimos brasileiros participaram com uma delegação formada pela diretora para Assuntos de Gênero e Juventude da Conttmaf, Lorena Silva, a diretora de Relações Internacionais do Sindmar, Silvania Ferreira, a coordenadora do Sindmar Mulheres, Cecília Rodrigues, e o presidente do Sindextrarol, Marcus Balbino.
Lorena Silva, que também é a representante de mulheres marítimas no Comitê Global da ITF, apresentou dois painéis no evento, abordando as iniciativas do Sindmar para a inclusão e a participação feminina no setor, as quais são uma referência mundial na atualidade.
Além disso, a delegação brasileira destacou a importância de se negociar acordos coletivos de trabalho (ACT) que assegurem boas condições laborais em um ambiente seguro e saudável, como preconiza a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
“Considerando o alcance dos ACT no setor marítimo no Brasil, os sindicatos recomendam aos trabalhadores não buscar emprego em empresas que não negociam acordos, pois elas não estabelecem uma relação laboral com condições dignas, com previsibilidade e com segurança jurídica”, disse Lorena Silva.
A participação direta dos trabalhadores, por meio de votação, na celebração dos acordos coletivos entre as empresas e os sindicatos, foi um ponto importante da apresentação brasileira.
“Quando relatamos que no Brasil, de forma participativa, os acordos coletivos de trabalho dos nossos sindicatos só são assinados caso sejam aprovados em votação pela categoria representada, dirigentes sindicais de outros países se mostraram admirados já que, em muitos deles, não há, de fato, uma participação democrática nesse processo, e os próprios sindicatos tomam a decisão de assinar ou não o acordo“, declarou Cecília Rodrigues.

